GIGANTESCA CAVALGADA EM SANTA CATARINA. SÃO PAULO MAIS UMA VEZ, NADA.

Foto Portal Tri
 A reportagem abaixo é do blog parceiro da Associação Recreativa de Dionísio Cerqueira.
O passo a passo da cavalgada até a chegada em Dionisio Cerqueira e o evento em linha Separação iniciou-se na manha, 23, em Pinheirinho do Vale.  A cavalgada da Integração Sul Brasileira é referente a abertura do evento no próximodomingo, 25.


Durante a semana estaremos colacando os dados da cavalgada bem como os preparativos em Dionisio Cerqueira, conforme disse o representante de nossa entidade, Telmo Ferreira, que esteve na abertura do evento. Ela partiu do Sul do Brasil com 73 cavaleiros e a espectativa é que ao longo do caminho dobre o número de cavaleiros ao chegar na cidade de Dionísio Cerqueira.

“Cavalgando com a história”
A partir de hoje, até o próximo domingo (2), o Jornalista Ivan Ansolin, acompanha a 23ª Cavalgada da Integração Sul Brasileira, que saiu da cidade de Pinheirinho do Vale, no Extremo-norte gaúcho, e percorre mais de 15 cidades, até Barracão, no Sudoeste do Estado do Paraná, atravessando todo o Extremo-oeste de Santa Catarina. Durante todos os dias, ele apresentará uma série de reportagens especiais, revelando detalhes, segredos e paixões de uma das maiores manifestações histórico-culturais do Sul do Brasil. O projeto conta com o apoio da Rede Com SC, de Chapecó, IAF Photo News Produções, Sistema 103 de Rádios, Portal São Miguel, Portal Tri e Posto Bertamoni, ambos de São Miguel do Oeste.
No lombo do cavalo, tradição e resgate.

Cavalgada da Integração Sul Brasileira refaz caminho do movimento revolucionário da Coluna Prestes. Mais de 150 quilômetros de história e tradição.
Pinheirinho do Vale (RS) –  5h30 da manhã de domingo. O celular desperta, indicando o horário de levantar. Após um banho e a organização dos últimos detalhes das malas e equipamentos. Ok! Tudo certo! Malas, câmeras, lentes e notebook no carro. Hora de sair! De São Miguel do Oeste, pego a estrada rumo à comunidade de Sede Capela, no interior de Itapiranga, ainda no lado catarinense. O sol já se mostrava imponente nas primeiras horas do dia. Para chegar ao lado gaúcho, preciso atravessar o rio Uruguai de balsa. Dois caminhos me conduzem ao local - um por Itapiranga, outro pelo município de São João do Oeste, este mais longo. Resolvo encarar os mais de 20 quilômetros de estrada de chão. Não me arrependi um segundo se quer. As belas paisagens, formadas pelas verdes montanhas, abraçadas levemente pela névoa do amanhecer recompensaram qualquer buraco ou estresse. Ainda há a beleza do imponente rio Uruguai, na divisa de Santa Catarina com o Rio Grande do Sul.
Por volta das 8h estaciono o carro sobre a balsa. Ali, o sol refletindo nas aparentes águas calmas do “Velho Uruguai” remete a um clima de nostalgia e reflexão. Sou o único a atravessar naquele momento e um dos balseiros, com cerca de 21 anos, resolve puxar conversa.
– Então!  Você vai à Cavalgada?

- Sim, respondo!
Antes mesmo que explicasse o que iria fazer, ele de pronto largou:
- Muito bonito o que este pessoal faz, não acha? Numa época onde poucas pessoas se preocupam com “nossa história” (referindo-se a manutenção cívico-cultural) esses homens, mulheres e crianças resgatam a essência real de nosso país!
Senti um tranco na balsa. Pronto! Ela aportou! – disse ele. Entrei no carro e continuei meu caminho por uma estreita estradinha de chão, rodeada por mata, por uma distância de 200 metros até a “estrada geral”. À esquerda, há uns de 50 metros, a entrada para o Jazigo do Tenente Mário Portela Fagundes e de mais 30 homens, que tombaram em combate no dia 25 de janeiro de 1924 (esta história contarei mais a frente). À Direita, a cidade de Pinheirinho do Vale, para onde rumei para encontrar o grupo de cerca de 73 cavalarianos.
A história sobre cascos
O bater dos cascos no chão batido ecoa nos vales e montanhas da região. De longe, nota-se a fila de cavalarianos, que dois a dois, começam o primeiro trajeto da Cavalgada. À frente, as bandeiras do Brasil, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que formavam um belo conjunto com a “Chama da Paz”, essa empunhada por Gentil Andreolla, com 87 anos.
Avançando em uma marcha firme e compassada, eles se aproximam do Jazigo de Mario Portela. Aos poucos, rodeiam o local, que fica às margens do rio Parto, como foram sepultados os “tombados” em combate. Assim que todos se ajeitam, os coordenadores, Leonir da Rocha e Leonir Baseei, entoam a palavra de ordem. O silêncio é quebrado apenas pelo relinchar dos cavalos e o bater de um estribo aqui e ali. Logo em seguida todos se unem no pedido de proteção e benção, cada qual de sua forma. Aos pés do jazigo, um soldado do 14º Regimento da Cavalaria Mecanizado (Cem), de São Miguel do Oeste, entoou o toque do silêncio em homenagem aos que caíram em batalha. O pequeno cerimonial emocionou a todos.
Remanescente
Em frente ao túmulo, um senhor franzino e de cabelos brancos, chama a atenção. Pensativo, ele fitava o local, como se buscasse na memória, resquícios de lembranças do o que ocorrera no local. Isidro Nadi, de 101 anos. Ele participou da Coluna Prestes quando tinha apenas 15 anos e era responsável pelos cuidados do cavalo utilizado por Luiz Carlos Prestes, líder do movimento revolucionário. Com a memória um pouco longe, ele se lembrou de alguns episódios, como batalhas e enfrentamentos.
- Quando não havia encontro com os Federalistas, era tudo tranquilo. A gauchada vivia na paz. Mas quando havia conflitos, a bala zunia nas orelhas, o coração disparava e nós levávamos o mato no peito! – Contou o ex-combatente.
Tropeada
Depois da oração, a tropa iniciou a movimentação e, mansamente, por cerca de duas horas, cavalgaram até a comunidade de Ipuaçú, no município de Caiçara (RS), onde pararam para almoçar. Pelo caminho, geralmente rodeado de montanhas, nas poucas casas encontradas no caminho, crianças e adultos saiam das casas para aplaudir os “Cavaleiros da Paz”. Como Rodrigo Rizzotto, de 31 anos, que com a filha, Giovana, de um ano, acompanharam a passagem dos cavalarianos.
Entre uma parada e outra, o papo entre os cavalarianos, inevitavelmente, envolvia a história da Coluna Prestes e os levava a imaginarem-se no lugar daqueles homens, que enfrentaram mata fechada, frio e medo nos quase três anos de marcha. Eles cavalgaram até às 17h30, quando chegaram à cidade de Caiçara, 14 quilômetros depois de Ipuaçú, um dos mais longos e difíceis trechos. O caminho, à beira do rio Uruguai, é abafado e exige muito de animais e homens, que tem na comitiva de apoio, todo o respaldo necessário, como água e alimentos.
Recepção
A receptividade emociona. A população se junta às ruas para prestigiar a passagem da tropa, aplaude o tradicionalismo e reverenda a história. Em cada parada, a hospitalidade e a acolhida são características marcantes. O trajeto de domingo encerrou em Caiçara, no CTG Sentinela da Coxilha, com uma corrida de cancha reta. Na segunda (26), às 7h30, a tropa rumou à cidade de Vicente Dutra. O trajeto levará cerca de três horas para ser percorrido.
Por Ivan Anzolin/IAF Photo News Produçoes/Portal Sao Miguel materia retirada do site do Portal Tri:

 
Na segunda feira pela manha recebemos as imagens do enviado de nossa associação, Telmo Ferreira, que nos confidenciou que a cerimonia de abertura deste ano foi a mais emocionante de todas, graças a presença deste heroi cerqueirense Ezidro Pires Nardes trazido a público por nossa entidade.


   
Acima, soldado do exercito toca a canção da despedida, em frente ao jasigo do Tenente Portela. Nosso representante junto ao Jasigo, e o cruzeiro em que cada cruz simboliza um soldado ali tombado.
Ainda no dia de ontem estivemos verificando os preparativos que estao sendo feitos no centro de eventos para a recepção dos cavaleiros no sabado a tarde. Nossa entidade firmou compromisso em servir a janta o café da manha e aloja-los a noite, mesmo fazendo parceria no evento estamos fiscalizando para que tudo seja realizado nos conformes e os cavaleiros tenham a melhor recepção possivel, que é merecida. Ao lado a churrasqueira sendo construida para preparação da comida aos cavaleiros.

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